Centro de estudios, la mujer en la historia de américa latina

Em busca da(s) memória(s) portuguesa(s): Uma geraçâo utópica (1960 – 1970) 488 católicos abandonaram a religião, porque o regime salazarista era extremamente associado à Igreja Católica. • Optei pela área da educação, não vou abrir mão do meu sonho, não quis me habituar a um outro emprego aonde ganhava muito bem. Marcelo Caetano promove uma abertura na universidade para os expulsos. Pude voltar e concluir meus estudos. “Eu gosto de ser professora” • Nunca aderi a nenhum partido político, mas sempre votei na esquerda. Grupos progressistas da juventude católica foram perseguidos pela OPUS DEI. Sou uma pessoa “cívica e empenhada”, tento trabalhar eticamente com meus alunos. Professora Maria • Tivemos a sorte de ter excelentes professores, um professor de estética extraordinário. A disciplina história da arte promovia visita em conjunto que serviram para unir a todos. • Nossa militância política começou na faculdade, eram tempos muito difíceis. A PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado)18 estava na faculdade, nos cafés nos carros elétricos. Tínhamos ficha na PIDE desde estudantes. A importância da arte, da cultura, o pintor Nikias Capinaquis em sua obra eleuteria (liberdade em grego). • Muita gente escrevia na “Seara Nova ... ideias, o Rogério Fernandes da oposição foi diretor dessa revista. Durante o salazarismo, os artistas, intelectuais eram da oposição, como: José Gomes Ferreira, Maria Lamas, Rodrigues Miguéis, José Régio, Miguel Torga, Fernando Namora, Sophia de Mello Breyner, Álvaro Cunhal, Alexandre Cabral... Professor Henrique • Nunca pertenci a partidos políticos. • Em 1964 a escolaridade obrigatória é aumentada e passa para os seis anos. Ocorre a expansão do sistema educativo mobilizando professores que tinham que ser licenciados. Mas naquela época muitos não tinham formação específica de professores. • Quando me formei com 22, 23 anos, fiz concurso e passei, o reitor disse “vai e ensina”, não recebi nenhuma orientação. Foram dois anos penosos na década de 1960, marcante na minha formação. Foi a minha grande escola aquela experiência profissional longe de casa. Fui lecionar na Ilha dos Açores. • A consciência estudantil era muito forte de 1962 a 1967 em Coimbra, Lisboa e Porto, período da luta estudantil. • A imprensa escrita formava opinião, surgiram os semanários. A minha namorada enviava a minha roupa embrulhada nos jornais, para que eu pudesse receber as noticias, era o maio de 1968. Assim eu tomava conhecimento do que acontecia no mundo. 18 Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE) foi criada pelo Decreto-Lei n.º35 046 de 22 de outubro de 1945 - em substituição da Polícia de Vigilância e Defesa do Estado.

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