Lia Faria - Ana Luiza G.Balassiano 487 • Ou a favor ou contra não dava para ficar neutro. A universidade foi muito importante para minha geração, fizemos greve no 2º ano, esses movimentos se transformaram em movimentos de discussão política: letras, medicina e direito estavam juntos no campus. 1962 e 1969 são dois marcos, não por acaso. “Nosso maio de 1968” mais intenso em Coimbra. Associações estudantis e movimentos de artes culturais (jornalistas e escritores) eram opositores ao regime. Nos liceus líamos até Eça de Queiroz, só na universidade percebi que havia escritores vivos! • Gente de minha geração que escrevia: Isabel de Nóbrega, Teres • a Horta. Fui trabalhar no liceu com alguns colegas do grupo de estudo que se organizou em 1971. • Havia um núcleo deste no meu Liceu! Quanto aos militares, parte vinha da universidade, não eram de carreira, possuíam ensino médio ou universitário. A questão colonial ocupa grande dimensão no 25 de abril, principalmente nos primeiros quatro meses (de abril a setembro). • As canções, vozes, cantores de intervenção não passavam nos rádios: Adriano Correia de Oliveira, José Mário Branco, José Afonso, Sérgio Godinho. • E quanto ao fado, tinha ódio total ao fado associado ao salazarismo. “Tocava ao nível do insuportá vel”. • Nos anos 1970 com Carlos do Carmo de um lado e Chico Buarque de outro me reconciliei com a música portuguesa e brasileira. Professor Fernando/ Professora Joana • Na PIDE havia o nome de quem frequentava os cines-clubes. • Eu fui para o exílio, mas quando estava em Portugal na casa da minha mãe cantava no chuveiro sempre as músicas proibidas! (prof. Fernando) • Quando veio a revolução e essas músicas começavam a tocar nas rádios, a minha mãe dizia a todos: Meu filho agora vai poder voltar! (prof. Fernando) • A importância dos cines-clubes, como: Imagem (do PC/ partido comunista); Universitário e a cinemateca de Maria João de Seixas, entre outros. • A repressão era grande também contra as mulheres. • Até aproximadamente 1968, mulheres telefonistas e enfermeiras não podiam casar, e as professoras precisavam de autorização do Estado. Por serem consideradas profissões estratégicas para o governo salazarista. Professora Rita • A luta de 1962 foi a grande luta estudantil! Vários estudantes e lideranças são expulsos da universidade ou mesmo do país. Inclusive eu fui expulsa da universidade de Lisboa. • Movimentos católicos, como GRAAL, JUC. Nos anos 1960, a JUC (Juventude Universitária Católica) e JOC (Juventude Operária Católica) lutam contra as guerras ultramarinas. • A importância do movimento dos arquitetos católicos. • Os grupos de oposição antes dos anos 1970 ou eram católicos ou comunistas, havia publicações importantes, como a Seara Nova e o Tempo e o Modo. Muitos
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