Centro de estudios, la mujer en la historia de américa latina

Em busca da(s) memória(s) portuguesa(s): Uma geraçâo utópica (1960 – 1970) 484 Godinho, entre tantos outros lembrados pelos entrevistados. Também nos chamou a atenção a importância de alguns pintores, como Nikias Capinaquis11 e Maria Helena Vieira da Silva, que com seu marido, também artista, dará nome à Fundação/museu Arpad Szenes e Vieira da Silva. Sem liberdade não há caminho12 Aprendemos com Zeca Afonso de todos os cantares andarilhos, a saborear o gosto dos encantos e das emoções, a desejar e a lutar pelas cores da liberdade. 13 Viriato Teles. O texto assinala os vestígios das décadas de 1960 e 1970, considerando como fio condutor a formação cultural e as ações políticas que inspiraram o professorado em Portugal. Desta forma, discutindo o processo de construção do pensamento educacional de um período conturbado politicamente, em meio a suas contradições. Nesse sentido, buscando identificar rupturas e permanências circulantes no imaginário docente português. Ao analisar a participação de profissionais mais “engajados” na política e na cultura, desvelamos os possíveis impactos e marcas presentes no cotidiano de suas práticas docentes. Portanto, os objetivos da pesquisa apontam para o processo de construção de uma educação pautada em princípios democráticos e humanizastes. Como metodologia, privilegiamos os depoimentos de alguns atores sociais que vivenciaram aquele período, enquanto protagonistas: alunos, pesquisadores e outras personagens dessa história vivida. O historiador Le Goff (1992) reflete sobre a questão da memória, afirmando que as mutações das mentalidades se dão através da tomada de consciência, das rupturas com o passado e da vontade coletiva de assumir as possíveis mudanças decorrentes do processo histórico. Para o autor, Deste modo, compreendemos que o exame das ações políticas que envolvem o conjunto do professorado luso-brasileiro, nas décadas de 1960/70, podem permitir não só encontrar a ordenação dos vestígios de um passado ainda recente, mas também iniciar uma releitura desses vestígios, já que os esquecimentos e os silêncios da história são reveladores desses mecanismos de manipulação da memória coletiva (Le Goff, 1992). 11 Deste pintor encontramos dois quadros na parede do escritório do professor Rogério Fernandes, em sua casa. 12 Reitor da Universidade de Lisboa, Antonio Sampaio de Nóvoa, em prefácio de “100 dias que abalaram o regime- a crise acadêmica de 1962. Coordenação: Artur Pinto, Edições da China, Lisboa, 2012. 13 In Teles, Viriato (2009), p.121

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