Centro de estudios, la mujer en la historia de américa latina

Em busca da(s) memória(s) portuguesa(s): Uma geraçâo utópica (1960 – 1970) 480 Assim, os primeiros relatos, extremamente ricos e significativos revelaram-se importante para a compreensão de nosso objeto de estudo. Outras fontes foram também incorporadas ao estudo a partir da escuta atenta dos nossos depoentes. Um destaque importante se refere à pesquisa realizada na Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva e no Centro Nacional de Cultura (CNC), onde fomos buscar duas personagens citadas nos relatos. Trata-se das artistas Maria Helena Vieira da Silva e Sophia de Mello Breyner Andresen 3, ambas reconhecidas internacionalmente, uma na área da pintura e a outra escritora e poetisa, tendo sido também deputada logo após a Revolução dos Cravos na Assembleia da República. Logo, o estudo procura desvendar as marcas dessas diferentes linguagens artísticas, atuando como estratégias de luta naqueles anos que antecederam o período revolucionário, contribuindo possivelmente, para dar forma e desenho às aspirações da juventude portuguesa. Naquele instante, observamos como aqueles espaços se constituíram num lugar de memórias significativas para a compreensão do fenômeno político do 25 de abril, o que corroborou com a hipótese primeira de nossa pesquisa, de como intelectuais e artistas influenciaram a militância política do professorado. Trata-se, assim, da confirmação de um recorte da investigação, desvelando as possíveis relações entre educação e cultura. Paralelamente à pesquisa que ia sendo realizada, a experiência da professora Lia Faria como representante4 na Internacional Socialista de Professores (UIPS), oportunizou a entrevista com três militantes do Partido Socialista (PS) português: duas professoras de educação básica da cidade de Almada, uma de português-francês e outra de geografia; e um ex-deputado (PS) da Assembleia da República por 18 anos, atuante na UIPS, tendo inclusive ocupado o cargo de presidente. Quanto ao registro desta memória coletiva, foi facilitada pela relação com os entrevistados, desde o Congresso de Espoo (Finlândia), em 1992. Tais congressos se realizavam anualmente, sendo que o primeiro ocorreu em Lisboa (1991), sendo presidente a professora Ana Maria Bettencourt, do Instituto Politécnico de Setubal, posteriormente, assessora do ex-presidente da república Jorge Sampaio e presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE). Um dos entrevistados, sindicalista e filiado ao PS, naquela ocasião, fez questão de assinalar sua lealdade a Mário Soares, ex-presidente da República e uma das principais lideranças políticas do país, ainda nos dias de hoje. Se referindo também à grave crise por que passam neste momento vários países europeus, particularmente em Portugal. 3 Sophia de Mello Breyner Andresen estudou Filologia Clássica na Universidade de Lisboa, publicando seus versos a partir de 1940. Eleita deputada após a Revolução dos Cravos como candidata do Partido Socialista (PS), ajudou também a fundar a Comissão Nacional de Socorro dos Presos Políticos. 4 Indicada pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) ao qual sou filiada, único partido brasileiro filiado à Internacional Socialista.

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