Em busca da(s) memória(s) portuguesa(s): Uma geraçâo utópica (1960 – 1970) 478 período estudiado. Revisamos, así mismo, los conceptos: Política, Cultura, Escuela y República en Portugal. A democracia é simultaneamente um discurso e uma prática que produz narrativas e identidades próprias, informadas pelos princípios da liberdade, igualdade e justiça social. Expressa-se não em platitudes morais, mas em lutas concretas e em práticas que encontram expressão nas relações sociais da sala de aula, na vida quotidiana e nas memórias de resistência e luta. Quando casada com as suas maiores possibilidades emancipatórias, a democracia encoraja todos os cidadãos a construir e a partilhar poder sobre as instituições que governam as suas vidas. Henry Giroux Introdução O presente texto analisa testemunhos de professores portugueses sobre os anos de 1960/70 e que antecedem ao acontecimento de 25 de abril de 1974. É nossa proposta observar a matriz identitária docente, enquanto categoria profissional. O conjunto dos relatos memorialísticos docentes representa, portanto, a fonte central da pesquisa. Durante a investigação, observamos que uma das categorias teóricas analisadas se refere à geração dos jovens do mundo ocidental nos anos 1960/1970. Trata-se do romantismo revolucionário e/ou utópico. Categoria estudada na obra Romantismo e Política de Michel Lowy e Robert Sayre (1993), os dois autores analisam as diferentes figuras do romantismo anticapitalista, destacando alguns exemplos desde as origens do movimento romântico no século XVIII até os dias atuais. Dentre esses diferentes movimentos românticos o que nos interessa como possibilidade de uma melhor compreensão na análise das memórias e narrativas dos professores portugueses, nossos entrevistados (1), é a categoria do romantismo marxista, como motivação da crítica do capitalismo industrial e elemento central da utopia socialista do futuro. Como exemplos, os autores anteriormente citados, destacam Wiliam Morris, Lukács, Bloch, membros da Escola de Frankfurt e E.P. Thompson, como teóricos que vem se somar a essa reflexão. 1 Entrevistas realizadas de setembro a dezembro de 2012, em Lisboa, durante estágio de pósdoutoramento, no Instituto de Educação (IE/UL). Sob orientação do professor Joaquim Pintassilgo, com apoio da pesquisadora Ana Luiza Grillo Balassiano.
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