Luma Virgínia de Souza Medeiros – Regina Simon da Silva 350 que nunca coinciden con las estaciones de América del Sur, es menospreciada por la colaboradora, que advierte: Estamos na chamada transição, e a moda em nada difere por agora. Também ela tem-nos sido tão apropriada estes últimos meses, temos tantos moldes de vestidos bonitos e elegantes, tão felizes modificações e alterações em todas as fazendas e enfeites, que não se me dá de dizer que por algum tempo ainda as mudanças e variações da moda consistirão na caprichosa perfeição dos enfeites, e no gosto requintado e na fantasia dos estofos.41 Por lo tanto, si la lectora acude a los periódicos para informarse sobre la moda francesa –porque así es como es educada–, la propia colaboradora la desanima afirmando que “por certo o mundo de Paris não traja hoje melhores e mais distintas fazendas, do que nós usamos por cá”42. De esta manera, observamos que la orientación dada a la lectora del Jornal es tener una postura crítica del estereotipo de las mujeres de la época, que consumían lecturas inútiles para servir de pasatiempo a la vida restringida a la que tenían acceso, como hacían otros periódicos que infantilizaban a las mujeres. Manso va más allá y critica en el artículo de Moda a los comerciantes que sólo piensan en sus lucros, vendiendo ilusiones al público femenino. En tono más firme, reprocha: Que vos importa o consumo das modas da rua do Ouvidor, se antes ainda não destes um só passo em direção a civilização do nosso país, se ainda não principiaste a ensinar o povo quais os seus primeiros deveres? Tirai-vos dessa preguiça, trabalhai, armai fabricas, fazei tecidos, vesti os vossos patrícios, e então gritai contra o estrangeiro que vier depois usurpar os vossos direitos. Antes, não: porque é indecoroso insultarmos em nossa casa o hospede honrado e civil, que não nos tira, mas oferece-nos os cômodos e regalos da vida a par da delicadeza e perfeição da sua obra.43 La crítica hecha parece tener otro destinatario que no la lectora, posiblemente alguna acusación recibida contra Manso, que solía molestar con sus opiniones. Pero el reproche también sirve para educar a la lectora, para enseñarle a no dejarse engañar con temas que posiblemente serían de su interés, y que aprenda que más importante que vestirse bien es tener la inteligencia para construir su propio país con buenas condiciones económicas y sociales. Ademá s, les muestra cómo defenderse y continú a: “Desculpa-me, querida leitora, que eu vos tenha por um instante deixado-a só. Fui enxotar a sola do meu sapato a um gozo44 rafeiro que nos incomodava; mas aqui estou para continuar o nosso artigo”45. 41 Juana Manso. Ob. Cit., p. 160. 42 Ibidem, p. 161. 43 Ibidem, p. 161. 44 Onomatopeya con la que se llama o anima a los perros, y “rafeiro” es un perro entre-nado para guardar el ganado. 45 Ibidem, p. 161.
RkJQdWJsaXNoZXIy MjgwMjMx