A história das mulheres e as mulheres na história: Andradina de Oliveira e Alfonsina Storni 334 que a distância entre o sexo feminino e masculino não é grande, e quem faz essa separação é a sociedade. Entre La Nota e La Nación, conforme Diz (2020), a diferença em relação à repercussão era significativa: “La Nota fue una de las tantas pequeñas publicaciones que el desarrollo masivo de la prensa habilitó en la Argentina. Y La Nación era uno de los diarios emblemáticos de la Argentina, reproductores ideológicos de la clase dominante.” (Diz, 2020, p. 98). Em La Nota, Storni era responsável por duas colunas em uma seção exclusivamente feminina, em La Nación sua coluna não era integrada em seção, o que dá um passo à frente em sua carreira aumentando o seu público leitor e repercussão de seus textos. Com essa maior abrangência de leitores, a escritora conseguiu abordar ainda mais acerca da subjetividade feminina e aclarar suas denúncias sociais que defendia o direito das mulheres, ainda que tais imputações igualmente aparecem de forma bastante clara em La Nota. Conforme Diz (2020), nessa época, La Nación era considerado um dos jornais mais representativos da Argentina. Quanto às temáticas presentes nos textos jornalísticos de Alfonsina Storni, salientamos a defesa ao respeito pela consciência individual das mulheres, e que estas fossem responsáveis por suas próprias escolhas. Em um artigo publicado na revista El mundo em 1919, em que relatou a história do movimento feminista nacional, destacamos o final do texto em que Storni definiu para si o que pensa sobre ser feminista: Pero, íntimamente, levantando la liviana capa de superficialidad elegante con que cierta norma social la encadena, acaso se advertía en ella (la mujer) una profunda feminista, si como feminista se entiende crear en el alma femenina su propia vida, su verdadero ser, su conciencia individual de las cosas todas y aplicar este concepto personal a libertarla de trabas ancestrales, ajadas ya, ante las nuevas corrientes morales e ideológicas que pasan por el mundo. (Storni, 1919, Apud Diz, 2020, p. 76) Para Storni, o feminismo estava centrado na construção da identidade feminina; portanto, escreveu não apenas para sujeitas adeptas ao feminismo, mas para qualquer mulher, já que, para ela, ser feminista era ter um posicionamento sobre algo na sociedade, independente de qual fosse essa opinião. Respaldou que cada sujeita feminina buscasse sua emancipação, posicionando-se criticamente sobre o voto feminino, o matrimônio, a maternidade e, como é o caso deste estudo, o divórcio como um direito de escolha da mulher. Para alcançar o público - majoritariamente feminino, bem qual era o seu objetivo - a escritora usou estratégias que transitavam entre o jornalismo e a literatura, como postulou Tania Diz: los artículos de Storni son crónicas de la vida urbana fundamentalmente por la ubicación de estos textos entre la literatura y el periodismo, ya que Storni, escribiendo desde el periodismo, retoma estrategias literaturas que distancian a estos relatos de los artículos femeninos. (Diz, 2020, p. 73).
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