Centro de estudios, la mujer en la historia de américa latina

Regina Kohlrausch – Nathalia Maynart Cadó 333 e Alfonsina a acompanhava nessas turnês. Nessa época, Storni já escrevia os seus primeiros versos de poesia, e trabalhava como professora para crianças. Sua primeira publicação no viés periodístico foi ainda na cidade de Rosario, contribuindo com alguns textos para revistas literárias como Mundo Rosarino e Monos y Monadas. A cidade era um importante campo cultural na época, fazendo com que Storni estivesse já inserida neste meio mesmo antes de chegar em Buenos Aires: ¿Cómo veía Alfonsina en su futuro? ¿Entraba en sus cálculos publicar un libro? ¿Habría conocido ya a algunos escritores rosarinos? Porque la meta es Rosario, el puerto, la ciudad, tremenda por su mezcla social, los marineros que visitan las zonas marginales, pero también centro de difusión de ideas, circulación de periódicos, revistas literarias. (Delgado, 2010, p. 50) A difusão cultural existente em Rosario certamente foi fruto do processo de modernização no continente a partir do início do século XX, e a Argentina foi o país que mais sentiu tais impactos na América do Sul. Em Buenos Aires, tal amplitude acontecia de forma ainda mais intensa que em Rosario. Esse motivo, associado ao fato de que Alfonsina Storni havia engravidado de um rapaz mais velho que ela e estava com medo da discriminação que sofreria em Rosario, a fez, em 1912, ir grávida e sozinha a Buenos Aires, lugar onde construiu e consolidou sua carreira como escritora. Nessa época, em Buenos Aires, além da presença estrangeira, surgiam também as primeiras organizações feministas, com reuniões discretas. Alfonsina Storni esteve atenta a todas essas mudanças na capital e as incorporou nos jornais como forma de repercussão. Quando chegou à cidade, procurou emprego na área da escrita nos mais diversos jornais e revistas; conseguiu, primeiramente, algumas publicações de poemas paralelos em Caras y Caretas, Hebe e Frei Mocho. No entanto, seu primeiro emprego de coluna periódica fixa foi como correspondente psicológica na empresa Freixes Hermanos, ganhando a metade do salário que o redator anterior ganhava. Esse trabalho, apesar da controvérsia relacionada ao salário, contribuiu para que a autora publicasse, em 1916, o seu primeiro livro de poesias, intitulado La Inquietud del Rosal. De acordo com Diz (2020), além disso, “Se vinculó con intelectuales cercanos a la revista Nosotros. Trabajo como docente y escribió cuentos, artículos y poemas para distintas revistas y diarios (Diz, 2020, p. 8). Como poeta, escreveu e publicou as obras El dulce daño (1918), Irremediablemente (1919), Languidez (1920) e Mundo de Siete Pozos (1934). Em relação ao teatro, atuou como diretora e dramaturga, produzindo e escrevendo peças como El amo del mundo (1927) e Cimbelina en 1900 y pico... e Polixena y la Cocinerita, ambas de 1931. No que se refere ao jornalismo, colaborou sobretudo em colunas semanais em revistas e jornais, entre elas na revista La Nota e no jornal La Nación. Em La Nota, esteve a cargo da coluna Feminidades e Vida Femenina. Já em La Nación, começou a escrever entre os anos 1920 a 1921, com a coluna semanal Bocetos Femeninos, assinando com o pseudônimo Tao Lao, cuja identidade oportunizava maior liberdade em abordar e questionar a hegemonia masculina, assim como mostrar uma marcação sexual de identidade a fim de comprovar

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