7 Ensayos 90 años

295 Ponencias del Simposio Internacional 7 ensayos | 90 años tendo grande aceitação pelo governo. Esse foi o momento em que a sociedade civil organizada participou intensamente dos debates sobre os rumos que a educação deveria seguir. Diferente dos períodos anteriores, em que um grupo, representante da elite política e intelectual, eram os que in#uenciavam os rumos da política educacional, na segunda metade do século XX, novos sujeitos, como Paulo Freire, e instituições, como os sindicatos de trabalhadores e movimentos estudantis, passam a intervir como proponentes na política educacional, bem como, nas demais áreas da política nacional. O projeto político do presidente João Goulart (1961-1964) chamado Reformas de Base foram medidas de cunho econômico e social que atribuía uma maior intervenção do Estado na Economia. Um de suas características foi favorecer os grupos mais pobres da sociedade, com reforma agrária e reforma urbana fazendo valer a obrigatoriedade da função social da propriedade; reforma educacional com foco na valorização do professor e o combate ao analfabetismo; Reforma bancária, com a ampliação do crédito bancários para os produtores. Em 1961 foi aprovada a Lei nº 4.024 - estabeleceu as diretrizes e bases da educação nacional. Essa resultou do con#ito entre dois grupos com posicionamentos diferentes a respeito dos rumos que a educação deveria tomar. Tinham os que defendiam o ensino público, representado por intelectuais e educadores, e os que defendiam o ensino privado, representados pelo setor empresarial privado envolvido com o ensino. Segundo Gadotti (1997), a LDB de 1961 acabou conciliando essas duas posições num texto ambíguo. O projeto de educação foi orientado para servir essencialmente a uma educação direcionada para o trabalho urbano. Já as práticas de ensino eram orientadas pelos ideais do movimento da Escola Nova, representado no manifesto dos Pioneiros da Educação. Que a didática do professor leve em consideração a forma de aprendizagem do aluno e que a escola junte alunos e alunas em uma mesma turma. (Manifesto Dos Pioneiros Da Educação, 1932). Mesmo com o aumento do número de matrículas no sistema educacional, o governo não teve interesse em assegurar o acesso de todos os alunos do ensino primário ao nível médio e, menos ainda, seu ingresso ao ensino superior. Segundo pesquisa do Ministério da Educação (2010) representada na tabela abaixo, o sistema educacional brasileiro foi marcado por um alto grau de seletividade, que se traduzia da seguinte forma: de cada 1.000 alunos admitidos na primeira série da escola primária em 1961, apenas 96 conseguiam ingresso no ensino secundário do segundo ciclo colegial em 1969. E desses, apenas 56 conseguiam ingressar no ensino superior em 1972.

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