287 Ponencias del Simposio Internacional 7 ensayos | 90 años suas análises as heranças sociais, econômicas e educacionais do processo colonial iniciado pelo Reino Espanhol. Em sua obra, podemos identi"car o lugar de manutenção de um determinado projeto de sociedade e de construção de outro que Mariátegui atribui à educação de seu país. Em sua obra, Mariátegui a"rma que a sociedade peruana vem sendo historicamente formada pela sobreposição de elementos e interesses econômicos estrangeiros ao seu país, iniciado na conquista colonial. A república peruana promulgada em 1821 deve ser entendida como controlada exclusivamente pela elite aristocrata, mineira e industrial pactuada com os interesses da metrópole, antes Espanha, Inglaterra, Estados Unidos – no “pós” II Guerra Mundial. Entre governos que oscilavam entre eleitos e ditatoriais, realizaram a manutenção das relações desiguais originárias da sociedade colonial peruana formada por indígenas e conquistadores. Da densa e fundamental obra de Mariátegui, nos ateremos ao ensaio “El proceso de la instruccion Pública”, pois localiza a educação peruana, sua formação, como ponto de análise da realidade de seu país. Ao inaugurar o ensaio “El proceso de la instruccion Pública, o pensador a"rma que, “Tres in#uencias se suceden em el proceso de la instrucción em la República: la in#uencia o, mejor, la herencia española, la in#uencia francesa y la in#uencia norteamericana.” (Mariátegui, 1974, p. 86) Sua crítica se concentra na a"rmação de que no processo de formação da educação pública, como nos demais aspetos da vida da sociedade peruana, se constata a superposição de elementos estrangeiros combinados, insu"cientemente aclimatados. Sendo "lho da conquista, a sociedade peruana não assimila os sujeitos e as ideais de outras nações, impregnando-as do seu sentimento e ambiente. Eles saem de seus países para morar no Peru, intervém em sua realidade, sem que seu espírito nacional seja deformado. Como constatação da impossibilidade de assimilação, Mariátegui a"rma que a sociedade peruana coexiste, sem se fundir, sem se entender, indígenas e conquistadores. (Mariátegui, 1974) A educação nacional não tem um espírito nacional, republicano. Tem um espírito colonial, pois na educação pública o Estado diferencia os indígenas dos ditos cidadãos (elite aristocrática). Para Mariátegui, o processo de “instrucción
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