7 Ensayos 90 años

253 Ponencias del Simposio Internacional 7 ensayos | 90 años possibilidade para que um conjunto de intelectuais - muitos deles reunidos na situação de exilados políticos – formule a categoria da dependência como referencial teórico estruturante de uma forma inteiramente nova de pensar, sob múltiplas dimensões, a inserção histórica latinoamericana no sistema mundo. Conforme coloca Dos Santos (2016): “O elemento radicalmente novo que a teoria da dependência trará é o de mostrar que essa ideia de refazer o caminho do desenvolvimento econômico que havia sido percorrido pelas nações europeias, pelos Estados Unidos e pelo Japão não era viável, porque a conformação do subdesenvolvimento nas economias latino-americanas e, da mesma forma, na Ásia e na África, não era resultado, simplesmente, de conservação de economias pré-capitalistas, mas sim da forma como essas economias tinham sido integradas na economia mundial.” (Dos Santos, 2000: p.125) É possível pensar nos termos de uma complementariedade inerente aos conceitos imperialismo e dependência quando a ideia é analisar o problema da terra no continente latinoamericano. Se o sistema mundo está estruturado nos termos da subordinação das periferias aos centros político-econômicos, as relações sociais internas aos países irão re#etir essas hierarquias. A partir do conceito de colonialidade tentaremos entender as permanências das estruturas seculares que têm freado vários dos projetos de descolonização em nosso continente. A Colonialidade O ano é 1492 e seus dois eventos-chave a expulsão dos mouros da península ibérica e o início das chamadas grandes navegações que estabeleceriam o continente americano como o novo mundo. Combinados, esses eventos conformam o início da modernidade, do tempo histórico onde a Europa colocase como o centro do mundo. Desse eurocentrismo emerge a ideologia organizadora da colonização da América, cuja marca central é absorção irrestrita da força de trabalho, tanto na produção quanto no comércio de mercadorias e matérias-primas. Superada a fase das conquistas, no transcurso da confecção do sistema colonial são con"gurados os elementos para o desenvolvimento do modo de produção capitalista de tipo americano, com as formas e feições que adquire a partir do encontro forçado entre os povos colonizadores e os colonizados, sujeitados aos regimes de servidão e escravocrata.

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