Centro de estudios, la mujer en la historia de américa latina

As mulheres na história: Subversão, desordem, movimento e potência 95 de uma arte revolucionária e inventiva; e, dentro de suas possibilidades, um importante marco de resistência. Isso nos leva a entender a história das mulheres a partir daquilo que Deleuze e Guattari (2012) denominam de pensamento nômade – um pensamento aberto, indefinido, não comunicante. Ou seja, nos leva a compreender a história das mulheres como uma história que trata do passado com toda sua capacidade inventiva, um pensamento historiográfico indomado, um pensar e agir feminino levado a sério, que perambula em “espaços outros”, da des-razão, do não oficial, do instável, do não-visível, do condenável, do proibido, do não aceitável, das resistências e de outros modos de existência. Por isso, as práticas de resistência na história das mulheres não são simples oposições às relações de poder hegemônicas; são ações que afirmam a vida, esta vida – de mulheres – que se perde constantemente frente às tentativas de reprodução do mesmo. Afirmamos isso porque pensamos, com Foucault, que a capacidade que a vida tem de resistir às relações de poder que pretendem geri-la é inseparável das possibilidades de composição de forças singulares e das transformações que ela pode alcançar. Resistir, nesse sentido, significa criar. E, se não há exterioridade ao poder, como nos ensinou Foucault, o que as mulheres fizeram/fazem é produzir linhas de fuga no próprio espaço controlado e normalizado da história. É como criar saídas, re-existir, existir novamente, vazar, transbordar os constrangimentos postos por um discurso com pretensões de universalidade, linearidade, identidade e liberar a vida. Para quê? Para transbordar em uma multiplicidade de imprevisíveis possibilidades. Referências Bibliográficas BUTLER, Judith. Corpos que pesam. In: Guacira Lopes Louro. (Org.). O corpo educado. Belo Horizonte: Autêntica, 2000, p.153-171. CERTAU, Michel de. A invenção do Cotidiano: artes de fazer. Ed. Vozes. Petrópolis.1996. DELEUZE, Gilles e GUATTARI, Félix. Kafka: por uma literatura menor. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2014. ______ Deleuze e Guattari explicam-se. In: Gilles Deleuze. A ilha deserta. São Paulo: Iluminuras, 2006. p. 277-292. _______ Foucault. São Paulo: Brasiliense, 2013a. _______ Um retrato de Foucault. In: Gilles Deleuze. Conversações. 3ª ed. São Paulo: Editora 34, 2013, p. 131-151. ______ Mil Platôs: capitalismo e esquizofrenia. São Paulo: Editora 34, 2012. DELEUZE, Gilles; PARNET, Claire. Diálogos. São Paulo: Editora Escuta,1998. DERRIDA, Jacques e ROUDINESCO, Elisabeth. De que amanhã . . . diálogos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2004. DUARTE, André. Biopolítica e resistência: o legado de Michel Foucault. In.: Margareth Rago; Alfredo Veiga-Neto. (Orgs.). Figuras de Foucault. 2ª ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2008, p. 45-55.

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