Centro de estudios, la mujer en la historia de américa latina

Lia Faria - Ana Luiza G.Balassiano 491 No caso do Brasil, temos que avançar até a década de 1980, buscando identificar o pensamento educacional oficial e os diferentes imaginários docentes circulantes, em meio, como nos relembra Pierre Nova, “aos lugares de memória”. Logo, nas terras brasileiras a abertura política e os caminhos para o Estado de Direito só começam a se efetivar dez anos depois da revolução de 25 de abril (1974). Por fim, a partir dos ecos e memórias da militância política do professorado português, mais uma vez destaco o lugar da educação enquanto lócus, território da política e da consciência crítica. O que se observa ao longo do texto é também importante lugar da cultura na formação docente. O pensamento cultural e a criação artística servem como fio condutor, desvelando rupturas e permanências, envolvidas em inúmeras contradições que demarcam “esquecimentos e silêncios” da história portuguesa naqueles últimos anos da ditadura salazista. Neste sentido, o estudo destaca que em Portugal as diferentes dinâmicas e forças sociais e políticas que vão se construir no momento do 25 de abril e nos primeiros anos que se seguem, buscam conquistar novos espaços de poder naquele re-desenho democrático que se anuncia no horizonte. Desta forma, cabe também aos professores portugueses demarcar os caminhos de construção de uma nova escola, adequada aqueles seus sonhos e utopias, vivenciadas nas décadas de 1960/70. Bibliografía ANDERSON, Benedict R. (2008). Comunidades Imaginadas: reflexões sobre a origem e a difusão do nacionalismo. São Paulo: Companhia das Letras. ANTUNES, José Freire (1993). Salazar e Caetano - Cartas secretas. 1932-1968. Lisboa: Círculo de Leitores. BARROSO, João (2005). Políticas Educativas e Organização escolar. Lisboa: Universidade Aberta. BENAVENTE, Ana (1999). Escola, professoras e processos de mudança. Lisboa: Livros Horizonte. CARDOSO, Dulce Maria (2011). O retorno. Lisboa: Edições Tinta da China. CARVALHO, Carolina; sousa, Florbela de; pintassilgo, Joaquim. (2005). A educação para a cidadania como dimensão transversal do currículo escolar. Porto: Porto Editora. CARRANCA, Carlos (org.) (1999). Poemas 25 de abril. Lisboa: Junta de Freguesia da Penha de França. DINIZ, Eli (1982). Voto e Máquina Política – Patronato e Clientelismo no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: PAZ E TERRA.

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