317 Ponencias del Simposio Internacional 7 ensayos | 90 años #uxo da sociabilidade, que, transplantada para a América pelos pioneiros autoexilados, deu partida à história daquele país. Nascida à margem da República e da Democracia, indiferente a elas, se há algo conhecido sobre a experiência evangélica na vida social brasileira decerto está na in#uência da ideologia da prosperidade que exerce sobre a autoestima da massa dos seus crentes, originários, em sua maioria, dos segmentos mais deserdados socialmente. Na política, ao menos até então, tinha se limitado a uma defesa de estilo corporativo dos seus cultos e a temas referidos à família e aos seus valores, e que agora somatizada com a cruzada contra a corrupção chega em condições de vitoria às eleições de 2018. Contudo, nenhum Rubicão foi ainda transposto. O presidenciável Bolsonaro não se apresenta como o candidato de um partido confessional - confessional tem sido ele em sua campanha e nos seus pronunciamentos públicos televisivos. O partido que o acolhe é o Partido Social Liberal (PSL). A construção é bizarra e, embora inclua matéria de fé, ao menos no que se refere à campanha do presidenciável, parece ser mais vizinha da razão instrumental (para todas as partes envolvidas) ainda que não se afaste do terreno das convicções. O partido pode ganhar as eleições presidências e já elegeu uma expressiva bancada parlamentar; os evangélicos, a crer nas aparências, representados pelo seu parlamentar-militar, podem conquistar, no cenário aberto da competição política do segundo turno em curso da sucessão presidencial, uma nova e ampliada audiência; o parlamentarmilitar se credenciou e credencia essa política de alcance nacional; mas quem perde é a república democrática, para não falar da religião e da cidadania militar, as duas com seus discursos fora do lugar. Vai daí que, cálculo mítico-instrumental por cálculo mítico-instrumental, nem a religião empresta sua força ético-moral à política, nem a política concede grandeza e virtude cívica à religião. Por "m, é hora de uma feroz autocrítica, uma vez que não havia nada de inevitável nessa derrota que se avizinha. Bibliografía AGGIO, Alberto. Itinerários para uma esquerda democrática. Brasília / São Paulo: Verbena Editora / FAP, 2018. AGUIRRE GAMIO, Hernando. Mariátegui, destino polémico. Lima: Instituto Nacional de Cultura, 1975. ANGOTTI, Thomas. “Contributions of José Carlos Mariátegui to Revolutionary Theory”, Latin American Perspectives (California), v. 13 No 2 (1986), pp. 33-57.
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