7 Ensayos 90 años

311 Ponencias del Simposio Internacional 7 ensayos | 90 años À diferença da ciência histórica e social espanhola do século XIX, já estabelecida, para Marx e seus leitores atentos o capitalismo representava o elemento nuclear da modernidade. Todas as transformações essenciais ocorrem em virtude do capitalismo e fundamentam-se em sua estrutura. Uma geração mais jovem de historiadores, economistas, "lósofos e juristas, ao lado de Mariátegui, ligaram-se criticamente a essa visão. Em suas análises do capitalismo moderno, Mariátegui utiliza concepções que correspondem às de Marx. Também para ele o capitalismo diz respeito a uma nova estrutura das relações sociais, e não a um traço psicológico dos indivíduos. Daí que como em O capital de Marx, em seus 7 ensayos de interpretación de la realidade peruana Mariátegui se convenceu de que o capitalismo não é explicável a partir de si mesmo. Muitas das diferenças regionais no desenvolvimento capitalista foram in#uenciadas por fatores extraeconômicos, como as reivindicações dos trabalhadores ou sua capacidade organizatória de defender seu padrão de vida. Também interessaram a Mariátegui os efeitos culturais dessas variedades de transformações capitalistas, acima de tudo no que dizia respeito à sua cunhagem de tipos humanos variados. Nas suas palavras Marx ha esclarecido varios aspectos de las relaciones entre protestantismo y capitalismo. Singularmente aguda es la siguiente observación: “El sistema de la moneda es esencialmente católico, el del crédito eminentemente protestante. Lo que salva es la fe: la fe en el valor monetario considerado como el alma de la mercadería, la fe en el sistema de producción y su ordenamiento predestinado, la fe en los agentes de la producción que personi"can el capital, el cual tiene el poder de aumentar por sí mismo el valor. Pero así como el protestantismo no se emancipa casi de los fundamentos del catolicismo, así el sistema del crédito no se eleva sobre la base del sistema de la moneda”.4 Essa passagem que Mariátegui recolhe de Marx reforça a percepção da importância do fato religioso na organização da vida política e econômica da maioria das sociedades, e o mais importante, de que a “economia das religiões” é um campo de pesquisa muito antigo.5 Quando Marx lê A riqueza das nações de 4 José Carlos Mariátegui. 7 ensayos de interpretación de la realidade peruana. 3a ed. Caracas: Fundación Biblioteca Ayacucho, 2007, p. 149. 5 Laurence R. Iannaccone. “An Introduction to the Economics of Religion”. Journal of Economic Literature. Vol. XXXVI (September 1998), pp. 1465–1496.

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