307 Ricardo José de Azevedo Marinho1 Universidade do Grande Rio. UNIGRANRIO, Brasil. Para Mariátegui nos seus 7 ensaios de interpretação da realidade peruana, o que confere valor a uma religião não é a importância de seu fundador, o conteúdo dos ensinamentos, a verdade dos dogmas ou a signi"cação dos mistérios e ritos. Importa não a essência da religião e sim sua função e importância para a vida coletiva. Nas primeiras palavras de “O fator religioso” dirá Han tramontado de"nitivamente los tiempos de apriorismo anticlerical, en que la crítica “librepensadora” se contentaba con una estéril y sumaria ejecución de todos los dogmas e iglesias, a favor del dogma y la iglesia de un “libre pensamiento” ortodoxamente ateo, laico y racionalista. El concepto de religión ha crecido en extensión y profundidad. No reduce ya la religión a una iglesia y un rito. Y reconoce a las instituciones y sentimientos religiosos una signi"cación muy diversa de la que ingenuamente le atribuían, con radicalismo incandescente, gentes que identi"caban religiosidad y “oscurantismo”.2 A religião ensina a reconhecer e a respeitar as regras políticas a partir do mandamento religioso. Essa norma coletiva pode assumir tanto o aspecto coercivo exterior da disciplina militar ou da autoridade política quanto o caráter persuasivo interior da educação moral e cívica para a produção do consenso coletivo. 1 Professor Adjunto da Escola de Educação, Ciências, Letras, Artes e Humanidades da Universidade do Grande Rio. UNIGRANRIO. ricardo.marinho@unigranrio.edu.br 2 José Carlos Mariátegui. 7 ensayos de interpretación de la realidade peruana. 3a ed. Caracas: Fundación Biblioteca Ayacucho, 2007, p. 134. RELIGIÃO E POLÍTICA NOS 7 ENSAIOS DE INTERPRETAÇÃO DA REALIDADE PERUANA
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