249 Guilherme Basto Lima Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil. Introdução O presente texto visa a pensar as relações entre o lugar da América Latina no Sistema Mundo e as continuidades das privações sofridas por nossos setores sociais marginalizados, destituídos das condições fundamentais da reprodução da materialidade de sua existência e por isso constituintes das populações tornadas os condenados da cidade (Waquant). Para realizar essa tarefa, recuperamos os conceitos-chave Imperialismo (Lenin), Dependência (Dos Santos) e Colonialidade (Quijano) no sentido de propor um diálogo com o pensamento de Mariátegui. A chamada descoberta e a subsequente conquista de"nem os parâmetros de criação do novo mundo. No transcurso de suas pujantes contradições, a civilização americana segue marcada pela permanência das chagas pela brutal imposição do sistema colonial, que tem no problema da terra a centralidade enquanto processo destituinte da dignidade reclamada. A partir do enfoque no problema da terra, propomos pensar as dinâmicas do bloqueio que o povo pobre enfrenta para efetivar seu acesso às cidades, seja no plano da aquisição de moradia adequada, no seu direito a transportar-se sob a utilização de serviços públicos ou mesmo no usufruto de aparelhos coletivos de promoção da dignidade como saneamento básico. Em meio às descontinuidades históricas, o problema agro-fundiário que afetava as sociedades rurais presenti"case na vida industrial e urbana do século XXI. O Imperialismo Na época onde o capitalismo já era preponderante enquanto modo de produção de escala global, os antigos impérios foram prolongados no mesmo sentido que lhes fora atribuído na era moderna: como disposição de poder sobre espaços COLONIALIDADE, IMPERIALISMO E DEPENDÊNCIA: O PROBLEMA DA TERRA NA AMÉRICA LATINA
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