181 Ponencias del Simposio Internacional 7 ensayos | 90 años Durante a Conferência os peruanos do recém - fundado PS de Mariátegui enviou 2 delegados representantes. As discussões mais longas foram desenvolvidas a partir das teses dos delegados peruanos e que haviam sido escritas com a estreita colaboração de José Carlos Mariátegui, como a questão do partido, a tática da luta anti-imperialista e a questão das raças ou indigenismo. Esse informe defendia a posição de que a comunidade indígena preservava as tradições de resistência e formas coletivistas não destruídas pelo estado inca, nem pela colonização espanhola. A situação de explorados aproximava os índios camponeses dos operários, mas ía além na medida em que o coletivismo das comunidades indígenas tornava o campesinato indígena aliado dos operários na luta pela socialização da produção. A nação peruana era caracterizada na verdade como um projeto de nação que só se realizaria plenamente pela via socialista. Os stalinistas combateram as teses de Mariátegui, em particular o dirigente argentino Victorio Codovilla, com o argumento de que existiriam “nacionalidades oprimidas” como quéchuas e aymarás no Peru, sendo esse uma sociedade multinacional. Atacaram os peruanos ainda como “populistas” por defenderem um lugar revolucionário aos camponeses. Para Mariátegui a existência de uma minoria oprimida não signi"cava ou caracterizava um problema nacional. As reivindicações nacionais e democráticas deveriam nesse sentido integrar o programa socialista. A questão do partido também foi objeto de polêmica pois para os peruanos liderados por Mariátegui tratava-se de realizar um processo de transição na própria construção do partido operário no Peru. Um núcleo de comunistas deveria ajudar uma parcela da vanguarda a avançar e amadurecer sob o risco de perdê-la para o aprismo. Era necessário continuar agrupando mais amplamente no momento em que o Apra ainda estava em constituição. Após a morte prematura de Mariátegui aos 35 anos no ano de 1930, seu legado será combatido pela direção stalinista com uma política sectária que ajudará o Apra a crescer nos setores populares e tornar-se o principal obstáculo ao fortalecimento de um movimento operário independente e revolucionário. O PS será “bolchevizado” e a capacidade de elaboração crítica e ação política independente para o proletariado que Mariátegui começava a plantar serão combatidos. Mário Pedrosa e a geração dos marxistas brasileiros pós-1917 Mário Pedrosa foi um dos personagens mais extraordinários da militância, do pensamento socialista e da crítica artística no Brasil. Sua trajetória, ao longo dos seus mais de 80 anos de vida, foi marcada por dois exílios, durante
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